Um programa ferroviário brasileiro de R$ 110 bilhões

O ministro da Infraestrutura (Minfra) Tarcísio Gomes de Freitas está assinalando, na história da ferrovia brasileira, um marco inovador de R$ 110 bilhões. A implantação de projetos robustos cumprindo cronogramas renova o cenário desgastado do transporte sobre trilhos, em rede nacional, e atrai investimentos. Com criatividade e determinação, que revelam que ele não vai viver em vão, implanta um projeto de três pilares: concessões ferroviárias, renovação antecipada e reforma do marco regulatório.

 

No Webinar Semanal Portogente (WSP), no dia 3 de setembro último, com o tema Desafios e Soluções nas Ferrovias Brasileiras, esse programa de investimentos do Ministério foi amplamente abordado sob a ótica governamental, da indústria de material ferroviário, das operadoras ferroviárias e aberto às perguntas do público. Priorizando obras essenciais e atrasadas, a estatal Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A deverá concluir os projetos da Ferrovia de Integração Oeste e Leste (Fiol) e da Transnordestina, até o final de 2022.

 

Acertadamente, as linhas serão operadas pelo setor privado. Assim, a FIOL, com 1.527 km, vai aumentar o escoamento de produtos minerais e agrícolas até o Porto de Ilhéus, BA. A obra da Transnordestina, associada com a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, inclui uma consultoria altamente especializada, na construção de um modelo de empreendimento. Esta linha de 1.728 km liga uma mina de ferro com reserva estimada de 2,97 bilhões toneladas, em Eliseu Martins, PI, ao Porto de Suape, em Pernambuco.

 

Outra novidade brilhante é a visão ampliada de receita e a introdução do conceito de trechos curtos (shortlines), para reativar o trem de passageiros. Para compensar a tarifa hoje deficitária, serão explorados os negócios imobiliário e comercial no entorno. Essa engenharia financeira que destrava amarras e alavanca investimentos, também vai possibilitar o privado oferecer ferrovia onde ele percebe a demanda, inclusive com financiamento cruzado.

 

Por fim, a produtividade global desse processo se traduz como importante impulso na economia pós-pandemia. Trata-se de uma rede nacional, de redes ferroviárias regionais, baixando custos e aumentando a competitividade do produto. Para debater esse processo e ampliar o seu entendimento, Portogente apresenta, em 24 de setembro próximo, o webinar Ferrovias na Logística do Arco Norte.

 

Fonte: Portogente / Editorial Portogente

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